As gírias são temporárias,morrem junto com o tempo e tempo depois novas são criadas. Cada um tem as suas, as que fala, as antigas, as atuais, as específicas. Quando você ouve ‘mina zica’ você sabe exatamente que tipo de pessoa usa isso, já quanto a ‘mano’, o que dizem ser gíria de paulista e eu nego, é normal, todo mundo (ou quase) fala.
As gírias tem essa particularidade, de serem regionais, como bom paulista, afirmo: Não temos sotaque, nem gírias. Meus amigos de outros estados rebatem. E sim, temos, aparentemente. Paulista diz muito ‘da hora’, ‘paga pau’, ‘trampo’. O que parece ser normal, acabamos não percebendo, talvez por não termos um sotaque tão acentuado como o do gaúcho. ‘Báh, tchê, olha o guri ali.’, uma frase normal pra eles. Mas será que eles falam ‘mano’?
‘Brother’, ‘bagarai’, ‘bolado’, ‘bucha’, ‘irado’ isso são gírias de carioca, claro. Outro sotaque bem carregado e cheio de gírias.
Um exmplo de gírias que já morreram ‘Legal pra catano’, gíria dos anos 70 que morreu, não se ouve isso por aí, e por que, se quem viveu nessa época ainda vive, por que as gírias não? ‘Carambola’, não sei! Talvez porque surgem novas. Ou não.
Chega até a ser engraçado, num mesmo país, tantos dialetos.
Uma vez em Minas Gerais sô, o garçom falou ‘paia’. Com cara de interrogação perguntamos, o que é ‘paia’? Ele, espantado, respondeu, é tipo ‘sem graça’, ‘chato’. Admito, nunca antes tinha ouvido essa palavra.
Outra coisa da regionalidade é a diferença de palavras, de um estado ao outro uma frase muda completamente de sentido. Se você ouvir na Bahia que alguém foi na padaria comprar cacetinho, uma vara e um negrinho, vai fazer todo sentido, se ouvir isso aqui em São Paulo, no mínimo, pegará mal. Lá eles pegam o humilhante, não o ônibus.
É, é estranho. Claro, estados como o Tocantins não podem ser esquecidos, lá eles falam ‘abigobel’, ‘apetrechada’, ‘arrudiar’, ‘beléu’, brugeulo’.
‘Eita piula!’, que coisa estranha!

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