terça-feira, 5 de abril de 2011

Introdução

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Bom dia!!!


     Neste blog postamos algumas informações sobre o português no nosso cotidiano.
  E entre elas estão:
                              •Gírias;
                              •Pecados Mortais;
                              •A Reforma Ortográfica;
                              •Usuários desta linguagem.

Gírias

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Quem daqui NUNCA usou uma gíria levante a mão !!!



    Hoje em dia é praticamente impossível não dizer gírias. Todo mundo fala um "Caraca!" ou talvez um "Mano!" é completamente normal dizer este tipo de coisa. Ficou tão normal que passam despercebidas!!!
    Talvez no único lugar que não a encontremos, seria  em lugares como um tribunal ou talvez em um jornal respeitado. As pessoas que usam com mais frequência são os adolescentes (embora todos usem).

Os Pecados Mortais

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                                                Os pecados mortais 1

Vamos começar pelos erros crassos, por aqueles que não tem perdão.
Não vou tocar no assunto “gerundismo agudo”, praga que atinge milhares de pessoas no Brasil e contagiou todos os operadores de telemarketing. Este vicio de linguagem já esta bem discutido e totalmente condenado. Imagine ouvir esta frase: “Sabe, eu fui ver a Bienal, tipo assim programa de domingo chuvoso, e tinha uma instalação, tipo maluca, cheia de papel amassado, tipo cabaninha de criança, e um monte de gente, tipo multidão mesmo, todo mundo vestido tipo cinza escuro...”. De chorar, não? Mas é o “tipo” de conversa que, hoje em dia, a gente cansa de ouvir, não só entre adolescentes e pré-adolescentes mas também entre adultos e profissionais de radio e TV.
                Cada vez mais a linguagem coloquial esta sendo infectada por palavras e/ou expressões usadas repetidamente e compulsivamente e que não tem a menor utilidade na frase. Não ajudam a compreender melhor seu significado, não adjetivam, não dão ênfase, não acrescentam qualquer esclarecimento e nem contribuem para o enriquecimento de um bom bate-papo. Ao contrario, este tipo de vicio de linguagem cansa o interlocutor pela repetição, empobrece o vocabulário, trunca as frases e é desagradável ao ouvido alheio. Resumindo: o papo fica muito chato.
                Tipo, Tipo assim, ta entendendo, entendeu ?, Meio que, posso falar, eu peguei e disse, então, daí então são alguns exemplos desta praga que infesta o português falado. Na mídia, vários apresentadores, entrevistadores, locutores e comentaristas corroem o português, abusando sem piedade desse vicio horroso. O interessante é que, na TV, a maioria dos “viciados” são mulheres.
                Se quiser identificar e tentar corrigir os seus vícios de linguagem, grave algumas de suas conversas ou peça que os amigos reparem no seu papo e chamem sua atenção. E capaz de você mesmo se espantar com a quantidade de vezes que usa a mesma expressão – totalmente inútil -, reconhecer o vicio e se tratar!
                                                           Os pecados mortais 2
            Por causa – alerta vermelho: por causa que é inadmissível. Algo acontece por causa de alguma coisa ou fato ou pessoa. Diga eu não fui ontem por causa da chuva ou porque choveu e, nunca por causa que choveu. Fale ele concordou porque o chefe mandou e, jamais, ele concordou por causa que o chefe mandou.
                Eu vou ir – se você fala vou comer, vou viajar, vou brincar, usando vou praticamente como um verbo auxiliar, porque não fala vou ir? Acontece que vou comer, vou passear, vou comprar são locuções formadas por dois verbos diferentes e vour ir e formada por dois verbos iguais, ir e... ir. Isto é um pleonasmo; eu vou já expressa perfeitamente a idéia de futuro.
                Diga eu vou ou eu irei. Na verdade, a locução vou mais o verbo no infinitivo passou a substituir o futuro do presente do indicativo, cada vez menos usado na linguagem informal. Usamos vou comprar em vez de comprarei e, por extensão, vou ir no lugar de irei. Alguns especialistas aceitam vou ir mas há discussões acaloradas sobre o assunto. Evite.
                Namorar – ninguém namora com ninguém. Namorar e verbo transitivo direto, o que elimina a preposiaçao com. Maria namora Antonio/Jose queria namorar Matilde.
                Somos em –estamos em- ficamos em- este em não existe. Fale somos quatro para o jogo/ estávamos dois à mesa/ ficamos seis na sala;
                Sentar na, no- senta à/ ao – è um erro grave falar sentar na mesa, no computador, no piano, a não ser que você pretenda sentar em cima deles. Sentar em significa sentar em cima de. El e sentou no sofá. Acerte e sente-se à mesa, ao computador e ao piano.
                Fazer um erro – mais uma contribuição inestimável dos nossos repórteres para o lento assassinato da língua portuguesa. Em alto e bom som e em rede nacional, eles disparam absurdos como estes: se ele fizer mais um erro de saque perde o jogo; O erro que ele fez foi decisivo para o gol/ O grande erro feito pelo senador...
                Erro não se faz, erro se comete. Para não cometer nenhum erro simplifique: Se ele errar o saque mais uma vez... / O erro dele foi decisivo.../ O grande erro do senador foi...
                Tons pastéis – Antes de qualquer coisa saiba que o pastel em questão e o bastonete de pintura e não o salgado vendido nas feiras. O plural das cores e menos complicado do que parece. Quando a cor é definida por um substantivo – ternos (cor de) cinza, camisas (em tons de) pastel, blusas (cor de) rosa-, a palavra derivada não vai para o plural. Para não errar lembre-se que a expressão cor de ou tom de esta subentendida.
                Seus olhos são azuis, seus sapatos são marrons mas no banheiro as toalhas são (cor de) limão e seus sofás são (em tons de) PASTEL.
                                                               Os Pecados Mortais 3
            Entre mim e você ou entre eu e você? – Entre é uma preposição e, depois de preposição, usa-se mim. Por isso você diz entre mim e você, contra mim (e não contra eu), sem mim (e não sem eu) para mim (e não para eu), de mim (e não de eu), a mim (e não a eu), por mim (e não por eu), etc.
                De formas que – De maneiras que – De modos que – Estas locuções não existem no plural.
                Corte os SS e acerte.
                À medida que – na medida em que – à medida em que – À me Dida que significa o mesmo que a proporção que. A medida que os anos passam ela fica mais bonita/ As ruas iam ficando mais vazias à medida que escurecia.
                A locução na medida em que tem o mesmo significado de porque. Você pode usá-la, embora seja mais simples e claro usar um curto e objetivo porque. A empresa não conseguiu evitar a concordata na medida em que ignorou a despesas trabalhistas. A empresa não conseguiu evitar a concordata porque ignorou a despesas trabalhistas. Bem melhor, certo?
                À medida em que simplesmente não existe e não e aceitável sob hipótese alguma.
                A par de ou ao par de – quando v. quer expressar a idéia de que esta ciente, inteirada, por dentro da situação, do que esta ocorrendo, sempre use a par de. Eu estou a par das ultimas noticias sobre o tênis. Ele não estava a par da situação real da empresa.
                Ao par de só é usada quando se refere à equivalência entre moedas. O dólar esta ao par do euro.
                A meu ver ou ao meu ver – nesta expressão ver é usado como substantivo, expressando opinião, e não admite o artigo o. diga a meu ver, ele errou/ A meu ver, ele é desonesto.
                Mim – Mim não dorme, mim não come, mim não veste, mim não faz nada. Mim não pode praticar a ação expressa pelo verbo. Fale para eu fazer o jantar, para eu comprar o vestido, para eu poder viajar.
                A nível de – ao nível de – Em que nível de – Muita gente usa a/ao;em nível de porque lhe parece moderno e requintada e dá à frase uma aparência de linguagem cuidada. Outros usam essas expressões como um curinga, como “expressão tamanho único” que, com jeitinho, cabe em qualquer tipo de frase. Deste modo, poupam-se do trabalho de conhecer as varias locuções disponíveis e o incomodo de procurar, entre elas, a forma mais adequada para cada frase.
                Mas o que e certo ou errado?vamos por partes.
                - A expressão a nível de não existe e não se fala mais nisso.
                - A expressão ao nível de significa apenas à mesma cultura, no sentido literal ou figurado.
                Assim, é correto dizer A cidade foi construída ao (no) nível do mar/ eu não vou descer ao nível dele/ seu caráter não esta ao nível de seu gênio/ a água chegava-lhe ao nível do rosto.
                - Alguns estudiosos admitem o uso de em nível de, mas apenas em situações em que existam níveis: este problema só pode ser resolvido em nível de diretoria/ isso será analisado em nível federal.
                Esclarecido o assunto, de agora uma olhada no extenso cardápio de locuções que a língua portuguesa oferece, faça suas escolhas, incorpore-as ao seu vocabulário e elimine de vez os pavorosos a nível de/ em nível de.
                Em relação a/quanto a/ no que se refere a/ relativamente a/ no que tange/ no que respeita/ no âmbito/ numa escala/ com relação/ referentemente a/ no que concerne/ do ponto de vista de.


A Reforma Ortográfica

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Desde o 1º dia de Janeiro de 2009 entraram em vigor no Brasil as novas regras ortográficas da língua portuguesa. Resultado de acordo envolvendo os oito  países que falam português (Potugal, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste), a reforma visa a simplificação da grafia e a unificação das regras do idioma. A reforma ortográfica, que atinge apenas 2% da escrita, deixa praticamente intactas as regras de acentuação gráfica, mas suprime o trema, simplifica as regras do hífen e elimina as consoantes mudas, como a letra "c" da palavra "exacto". A reforma começou em 1990, mas sua implantação é lenta. É preciso que os países ratifiquem as mudanças como fez o Congresso Nacional Brasileiro. Em 2007, o Ministério da Educação do Brasil começou a preparar as mudanças nos livros didáticos e pretende que elas estejam totalmente implantadas em 2009. As maiores resistências à reforma vieram de Portugal, justamente o país que deve ter mudanças mais significativas. Os portugueses só ratificaram o acordo em maio de 2008. As primeiras tentativas de unificação ortográficas dos países lusófonos aconteceram no início do século 20. No Brasil, já houve duas reformas ortográficas: em 1943 e em 1971. Ou seja, um brasileiro com mais de 65 anos vai passar por três reformas. Em Portugal continuaram. Há muita gente que rechaça a unificação, dizendo que há coisas mais importantes a fazer. Quem defende argumenta que o português é, das línguas mais faladas do mundo, a única que ainda não está unificada. No Brasil, a reforma ortográfica foi oficializada no dia 29 de setembro de 2008, pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva. De acordo com a resolução, as duas grafias (a antiga e a nova) continuarão valendo até dezembro de 2012. Ou seja, até lá ambas valem no vestibular, nas provas de escolas, nos concursos públicos.


Veja aqui quais foram estas reformas:


Usuários desta linguagem

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As gírias são temporárias,morrem junto com o tempo e tempo depois novas são criadas. Cada um tem as suas, as que fala, as antigas, as atuais, as específicas. Quando você ouve ‘mina zica’ você sabe exatamente que tipo de pessoa usa isso, já quanto a ‘mano’, o que dizem ser gíria de paulista e eu nego, é normal, todo mundo (ou quase) fala.
As gírias tem essa particularidade, de serem regionais, como bom paulista, afirmo: Não temos sotaque, nem gírias. Meus amigos de outros estados rebatem. E sim, temos, aparentemente. Paulista diz muito ‘da hora’, ‘paga pau’, ‘trampo’. O que parece ser normal, acabamos não percebendo, talvez por não termos um sotaque tão acentuado como o do gaúcho. ‘Báh, tchê, olha o guri ali.’, uma frase normal pra eles. Mas será que eles falam ‘mano’?
‘Brother’, ‘bagarai’, ‘bolado’, ‘bucha’, ‘irado’ isso  são gírias de carioca, claro. Outro sotaque bem carregado e cheio de gírias.
Um exmplo de gírias que já morreram ‘Legal pra catano’, gíria dos anos 70 que morreu, não se ouve isso por aí, e por que, se quem viveu nessa época ainda vive, por que as gírias não? ‘Carambola’, não sei! Talvez porque surgem novas. Ou não.
Chega até a ser engraçado, num mesmo país, tantos dialetos.
Uma vez em Minas Gerais sô, o garçom falou ‘paia’. Com cara de interrogação perguntamos, o que é ‘paia’? Ele, espantado, respondeu, é tipo ‘sem graça’, ‘chato’. Admito, nunca antes tinha ouvido essa palavra.
Outra coisa da regionalidade é a diferença de palavras, de um estado ao outro uma frase muda completamente de sentido. Se você ouvir na Bahia que alguém foi na padaria comprar cacetinho, uma vara  e um negrinho, vai fazer todo sentido, se ouvir isso aqui em São Paulo, no mínimo, pegará mal. Lá eles pegam o humilhante, não o ônibus.
É, é estranho. Claro, estados como o Tocantins não podem ser esquecidos, lá eles falam ‘abigobel’, ‘apetrechada’, ‘arrudiar’, ‘beléu’, brugeulo’.
‘Eita piula!’, que coisa estranha!